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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Ilustração


Podemos acreditar que tudo que a vida nos oferecerá no futuro é repetir o que fizemos ontem e hoje. Mas, se prestarmos atenção, vamos nos dar conta de que nenhum dia é igual a outro. Cada manhã traz uma benção escondida; uma benção que só serve para esse dia e que não se pode guardar nem desaproveitar.
Se não usamos este milagre hoje, ele vai se perder.
Este milagre está nos detalhes do cotidiano; é preciso viver cada minuto porque ali encontramos a saída de nossas confusões, a alegria de nossos bons momentos, a pista correta para a decisão que tomaremos.
Nunca podemos deixar que cada dia pareça igual ao anterior porque todos os dias são diferentes, porque estamos em constante processo de mudança.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Eu sei quem Você é


Todas as manhãs um senhor idoso pegava aquele ônibus lotado e descia em frente à uma clínica. Certo dia, uma moça que sempre o observava, perguntou-lhe: - O senhor trabalha nesta clínica?
- Não, respondeu ele, minha esposa está internada aí. Ela tem o mal de Alzheimer.
- Puxa, lamento muito. E como ela está?
- Não está muito bem. Está com a memória bastante prejudicada. Já nem me reconhece mais.
- Mesmo assim o senhor enfrenta este ônibus lotado todos os dias, somente para vim visitá-la.
- Sim!
- Mas, se ela já não o reconhece mais, nem se lembra das coisas, porque o senhor vem todos os dias?
- Ela já não sabe quem eu sou, mas eu sei quem ela é. Ela não se lembra mais das coisas, mas eu jamais me esquecerei dela.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Uma Nota - Ilustração


A nota de 20 dólares – Ilustração
Num Seminário, um famoso palestrante mostra uma nota de 20 dólares e pergunta: – Quem quer esta nota?
Mãos começam a se erguer e ele continua:
- Eu a darei a um de vocês, mas antes, farei isto!
Então, ele amassa a nota e pergunta: – Quem ainda quer esta nota?
As mãos continuam erguidas…
- E se eu fizer isto?
Deixa a nota cair no chão e começa a pisá-la e esfregá-la… depois pega a nota, agora imunda e amassada, e pergunta:
- E agora? Quem ainda quer esta nota?
Todas as mãos permanecem erguidas.
E ele fala:
- Não importa o que eu faça com esta cédula, ela ainda vale 20 dólares. Isso também se dá conosco. Muitas vezes, em nossas vidas, somos amassados, pisoteados e sujos, por decisões que tomamos e/ou pelas circunstâncias que surgem em nossas vidas, e sentimo-nos desvalorizados, sem importância…
Creiam, não importa o que aconteça, jamais perderemos o nosso valor !
O preço de uma vida não é pelo que se faz ou se sabe, mas pelo que se É!
E assim que Deus nos vê !!!

Temos um Problema - Ilustração


Temos um problema! – Ilustração
Certo dia, num mosteiro, com a morte do guardião, foi preciso encontrar um substituto. Convocou-se, então, uma reunião de todos os discípulos para descobrir quem seria o novo sentinela.
O mestre, com muita tranquilidade, falou:
- Assumirá o posto aquele que primeiro conseguir resolver o problema que eu vou apresentar.
Então ele colocou uma mesinha no centro da enorme sala e, em cima dela, um valioso vaso de porcelana.
- Eis aí o problema – disse ele!
Todos ficaram olhando o vaso belíssimo, tentando advinhar qual era o problema com aquele vaso.
Nesse instante, um dos discípulos pegou um porrete e, para espanto dos demais, destruiu tudo, o vaso e a mesinha de centro. Depois voltou para seu lugar. Imediatamente o mestre disse:
- Senhores, já temos um novo guardião.
- Por que ele foi escolhido, mestre – indagaram os demais.
- Porque ele eliminou o problema. Não importa o quão caro, bonito ou inocente ele aparente ser, se é um problema, precisa ser eliminado.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Falsa Felicidade!




Por Amanda Moreira.

(minha filha)


Texto baseado no provérbio Italiano: "Ao término do jogo, o rei e o peão voltam para a mesma caixa".

Ele acorda as 8:00 horas da manhã, toma café com tudo que tem direito e se dirige para garagem. Hoje ele vai com seu Lamborghini, porque o idiota do motorista não levou sua Ferrari para lavar no lugar em que ele mandou. Sai irritado como sempre para chegar na sua Empresa às 9:00 horas.
Chegando, o porteiro diz oi, mas ele passa direto. Afinal para que falar com pessoas que não tem nada a oferecer além de uma falsa felicidade pelas suas vidas simples? Dá bronca na secretária por ter trazido café e não capuccino como exigido.
Ele não percebe que apesar de todo dinheiro e todo poder adquirido graças a ele, mesmo com seus cinco carros, ele não passa de um humano qualquer como o porteiro e a secretária.

A única diferença é que um é chefe e o outro é empregado por circunstâncias da vida, pelo mundo capitalista e talvez até sorte. Afinal não é qualquer um que nasce no "berço de ouro". E põe ouro nisso! Diamantes e esmeraldas também! Mas do que adianta se nunca lhe foi ensinado o valor da vida e que a felicidade se encontra nas coisas mais simples como um sorriso? Do que adianta sair por aí esbanjando e se engrandecendo por causa de uma fortuna e um poder que não lhe merece porque foi conquistado pelo suor do outro?
Enquanto ele se acha melhor que todo mundo e feliz por isso, ele acorda as 8:00 horas todo dia irritado, reclamando do fim de semana na praia com a sogra e da secretária incompetente, e o pobre acorda todo dia as 5:00 horas para pegar duas conduções e ainda assim chega no trabaho em que terá que aturar pessoas como ele. Ele chama isso de "falsa felicidade", já eu chamo de "estado pleno durável", ou como preferir, a real felicidade. Não é aquela alegria momentânea de algo legal que aconteceu, e sim, você sentir que esta alegria está sempre com você, porque você reconhece o sentido da vida e das coisas que nela existem. Dinheiro traz sim muitas alegrias, até felicidade, se você sabe dar importância as coisas aparentemente simples e que todo mundo sempre esquece, mas de verdadeira importância como a saúde, família e o amor ao próximo. Quem será que vive a falsa felicidade agora?

É uma pena saber que existam tantas pessoas como ele, e que algumas se dão conta disso das piores maneiras: quando perdem a saúde ou pessoas importantes. Mas coitada mesmo daquelas que nascem assim, vivem uma vida na verdade triste e não podem nem se dar conta disto depois da morte, somente deixando lembranças ruins à outras pessoas - talvez essas se dêem conta disto. Não adianta fingir, todos somos iguais, da terra viemos e no final é para lá que vamos voltar. Essas é a única coisa certa da vida.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Tudo que Deus faz é bom - Ilustração

Era uma vez um rei gostava muito de caçar. Dentre seus amigos que levava às caçadas, havia um que era muito piedoso e temente a Deus (ao contrário do monarca, que não se detinha nas questões da fé).

Sempre que o rei conseguia abater um animal, aquele sujeito gritava:
- Aleeeluuuuia! Tudo que Deus faz é bom!

E o rei se envaidecia destas palavras.

Um dia, quando o rei disparou sua arma de caça, o tiro saiu pela culatra, arrancando-lhe o dedão da mão direita.

Quando voltavam para casa, carregando o rei numa maca, o sujeito disse:
- É… Tudo que Deus faz é bom!
O rei ficou furioso, mandou prendê-lo num calabouço e jogar a chave fora.
Passado o trauma inicial do acidente, o rei e os seus demais amigos voltaram a caçar.
Numa destas viagens, o grupo caiu nas mãos de uma tribo de canibais e, um a um, eles foram sendo devorados pelos selvagens.

O rei ficou por o último. Mas, quando chegou a sua hora, ao vir examiná-lo, o sacerdote dos canibais percebeu que lhe faltava o dedão da mão direita, desqualificou-o como oferenda e ordenou que o libertassem.

Ao voltar para seu reino, o rei mandou soltar seu amigo e contou-lhe toda a história.
- Eu lhe disse, meu rei, tudo o que Deus faz é bom! Se o senhor não tivesse perdido o dedão naquele dia, estaria morto a esta hora.

O rei se desculpou com seu amigo, por ter-lhe mandado prender. E fez-lhe uma pergunta:
- Meu amigo, eu ainda tenho uma questão não resolvida em meu coração. Se tudo o que Deus faz é bom, porque Ele permitiu que eu mandasse lhe prender? Porque permitiu que você, injustamente, ficasse dois anos atrás de uma grade?

- Ah, meu rei, tudo o que Deus faz é muito bom, pois, se eu não estivesse aqui preso, estaria agora na barriga dos canibais.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O Sapo - Ilustração


ilustrações, mensagens, reflexões, sapo, féEra uma vez um grupo de sapinhos que organizou uma competição. O objetivo era alcançar o topo de uma das árvores mais altas da região.
Uma multidão se juntou para ver a corrida e animar os competidores.
A competição começou, mas, sinceramente, ninguém realmente acreditava que sapinhos tão pequenos pudessem chegar ao topo daquela árvore. Afinal, eram apenas sapos!
Eles diziam coisas como: “Oh, é DIFÍCIL demais! Eles NUNCA vão chegar ao topo. Eles não tem NENHUMA chance de sucesso. A árvore é MUITO ALTA!”
E os sapinhos, ouvindo os comentários, começaram a temer a altura e desistiram, um por um. Só alguns tiveram a ousadia de ir um pouco mais alto.
A multidão continuava a comentar: “É muito difícil! Ninguém vai conseguir!” “São apenas sapos!”
Por fim, todos desistiram, exceto um, que continuou a subir até o topo corajosamente.
Esse ganhou o prêmio que estava preparado.
Quando lhe perguntaram como ele conseguiu realizar tal proeza, não obtiveram nenhuma resposta, pois o o sapinho campeão… era SURDO!!!!
Moral da história: Nunca dê ouvidos a pessoas com tendências negativas ou pessimistas! Tenha fé, mesmo que você seja somente um “sapo”!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Como a Televisão - Ilustração


Oração de uma criança:
- Papai do céu, eu quero ser uma televisão, por causa dos meus pais.
O Senhor precisa ver como eles tem paciência com ela, mesmo quando chegam em casa cansados do trabalho. Mas comigo, não. Vão logo dando bronca.
Os olhinhos da minha mãe até brilham quando ela está assistindo suas novelas. É lindo de ver. Eu quero que ela olhe assim pra mim também.
Quando estamos conversando e as propagandas acabam, meu pai corta a nossa conversa no meio, mas nunca, nunca mesmo, ele pára de ver seu futebol para conversar comigo.
Eles nunca tem tempo pra brincar ou passear comigo, mas gastam horas vendo televisão.
Por favor, Papai do céu, me transforme numa televisão. Daí todo mundo vai ficar feliz aqui em casa.
Muito obrigado. Amém!

A Visita - Ilustração


O ilustre visitante – Ilustração
Ruth, olhou em sua caixa de correio, mas só havia uma carta. Pegou-a e a olhou antes de abri-la. Mas logo parou, para observar com mais atenção.
Não havia selo nem marcas do correio, somente seu nome e endereço. Ela decidiu ler a carta: “Querida Ruth. Estarei próximo de sua casa, no sábado à tarde, e passarei para visitá-la. Com amor, Jesus.”
As mãos da mulher tremiam quando colocou a carta sobre a mesa. “Por que Jesus iria querer visitar-me? Não sou ninguém especial, não tenho nada para oferecer-lhe…” – pensou.
Preocupada, Ruth recordou o vazio reinante nas estantes de sua cozinha. “Ai, não!, não tenho nada para oferecer-lhe. Terei que ir ao mercado e comprar alguma coisa para o jantar.” Ruth abriu a carteira e colocou o conteúdo sobre a mesa. Era muito pouco, suficiente apenas para comprar pão e alguma outra coisa.
Ruth colocou um abrigo e se apressou em sair. Um pão francês, um pouco de peru e uma caixa de leite. Sobram-lhe apenas alguns trocados, que deveriam durar até a segunda-feira, quando receberia sua pensão novamente. Mesmo assim, sentiu-se bem e saiu a caminho de casa, com sua humilde compra debaixo de um dos braços.
- Olá, senhora, pode nos ajudar?
Ruth estava tão distraída pensando no jantar, que não viu as duas pessoas que estavam de pé no corredor. Um homem e uma mulher, os dois vestidos com pouco mais que farrapos.
- Olhe, senhora, não tenho emprego. Minha mulher e eu temos vivido ali fora na rua. Está fazendo frio e estamos sentindo fome. Se a senhora pudesse nos ajudar, ficaríamos muito agradecidos.
Ruth olhou para eles com mais cuidado. Estavam sujos e tinham mal cheiro e, francamente, ela estava segura de que eles poderiam conseguir algum emprego se quisessem.
- Senhor, eu queria ajudar, mas eu mesma sou uma mulher pobre. Tudo que tenho são umas fatias de pão, mas receberei um hóspede importante esta noite e planejava servir-lhe isso.
- Sim, senhora, entendo, de qualquer maneira, obrigado – respondeu o homem.
O pobre homem colocou o braço em volta dos ombros da mulher, e os dois se dirigiram para a saída. Ao vê-los saindo, Ruth sentiu um forte pulsar em seu coração.
- Espere!
O casal parou e voltou à medida que Ruth corria para eles e os alcançava na rua:
- Fiquem com isso tudo – disse ela.
- Mas, e o seu convidado, senhora?
- Eu dou um jeito. Não se preocupem.
Quando a mulher estendeu as mãos para pegar o lanche, Ruth percebeu que a mulher tremia de frio.
- Sabe, tenho outro casaco em minha casa, tome este – ofereceu Ruth. Ela desabotou o próprio casaco e o colocou sobre os ombros da mulher.
- Obrigado, senhora, muito obrigado – despediu-se, agradecido, o casal.
Sorrindo, voltou a caminho de casa, sem seu casaco e sem nada para servir para Jesus.
Ruth estava tremendo de frio quando chegou à porta de sua casa. Procurou a chave rapidamente na bolsa, enquanto notava outra carta na caixa de correio.
“Que esquisito, o carteiro nunca vem duas vezes em um dia” – pensou ela. Apanhou a carta e a abriu:
“Querida Ruth. Foi bom vê-la novamente. Obrigado pelo delicioso lanche e pelo casaco. Com amor, Jesus.”

domingo, 4 de setembro de 2011

Faz Diferença - Ilustração

Esta estória me chamou atenção! Por que ela trata de fazermos a diferença, não esperarmos pelos outros, mas sim tomamos uma atitude; se todas as pessoas do mundo (não só os cristãos) tivessem este pensamento o mundo seria diferente, seria totalmente diferente.

Agora imagino este pensamento no Evangelho, quantas vidas seriam libertas? Quantas vidas salvas? Enfim, são coisas pra nos lamentarmos, e saber que vivemos em um mundo egoísta e cercado de simplesmente fariseus.





Um homem caminhava pela praia, quando avistou uma criança que se abaixava, pegava alguma coisa na areia e jogava no mar.
Ao aproximar-se, viu que eram estrelas-do-mar que o menino jogava na água. Então, perguntou:
- O quê você está fazendo?
- Estou pondo estas estrelas-do-mar de volta na água, senão elas morrem na praia, respondeu o jovenzinho.
- Menino… disse o homem, com ares de sábio, há milhares destas estrelas-do-mar na areia. Não dará tempo de você salvar todas elas e, por fim, não fará nenhuma diferença você salvar meia dúzia.
- Para estas aqui fará muita diferença, respondeu e menino, mostrando sua mão cheia delas. E continuou jogando-as de volta no mar.

O Quadro - Ilustração


Uma importante galeria de arte abre exposição de um grande pintor.
Dentre todos os quadros, o que mais chama a atenção dos convidados é uma impressionante figura de Jesus batendo suavemente à porta de uma casa. O Cristo parecia vivo. Com o ouvido próximo à porta, Ele procura ouvir se lá dentro alguém lhe responde.
Um observador curioso, porém, aponta uma falha no quadro:
- Está faltando a fechadura nesta porta, diz ele, em voz alta, na frente de todos.
O artista, com muita tranqüilidade, lhe responde:
- Não, meu amigo, não está faltando a fechadura. Esta porta é assim mesmo, pois, é a porta do coração humano. Só pode ser aberta pelo lado de dentro.

sábado, 3 de setembro de 2011

Atitudes - Ilustração


O parque estava quase deserto quando me sentei num banco embaixo dos ramos de um velho carvalho, desiludido da vida, com boas razões para chorar, pois parecia que o mundo estava conspirando contra mim.
Eu queria ficar só, mas, um garoto ofegante se chegou, cansado de brincar, parou na minha frente, cabeça pendente, e, cheio de orgulho, disse-me:
- Veja o que encontrei, e estendeu em minha direção uma flor horrosamente decaída, macetada, nas últimas.
Querendo me ver livre do garoto o quanto antes, fingi um pálido sorriso e tentei iniciar a leitura de um livro de auto-ajuda, mas, ao invés de ir embora, ele se sentou ao meu lado, levou a flor ao nariz e disse:
- O seu cheiro é ótimo. Fique com ela!
Então, estendi minha mão para pegá-la e respondi com ironia:
- Obrigado, menino, essa flor era tudo o que eu precisava para completar o meu dia.
Mas, ao invés de estender o braço, ele manteve a flor no ar, para que eu a pegasse de suas mãos. Nessa hora notei, pela primeira vez, que o garoto era cego.
- De nada, disse ele sorrindo, feliz por ter feito uma boa ação.
Uma ação tão boa que me fez ver a mediocridade dos meus pensamentos e das minhas atitudes diante dos reveses da vida.

Biscoito - Ilustração


Conta-se de um evangelista que se deparou com um sujeito que veementemente negava ser um pecador.
Ele escapulia de todas as tentativas do homem de Deus de convencê-lo de seus erros:
Eu sou um bom pai, um bom marido, um bom vizinho, um bom cidadão. Sou honesto e trabalhador. Cumpro minhas obrigações. Não tenho do que me arrepender!
Em dado momento da conversa, o Espírito Santo sussurou no ouvido do evangelista: ” – Pergunte para ele sobre o biscoito”. Assustado, em pensamento, o crente questionou o Espírito Santo: ” – Biscoito? Que é isso meu Senhor?” E a voz do Espírito repetiu-se: ” – Obedeça-me. Pergunte-lhe sobre o biscoito”.
- Então, você não tem mesmo nenhum pecado?
- Não, sou um homem correto. Não tenho do que me arrepender!
- Bem, Deus manda-me fazer-lhe uma perguntar esquisita, eu não sei o que é, mas creio que você deve saber. O Espírito Santo de Deus pergunta: “- E o biscoito?”
Uma facada no estômago não teria lhe causado dor maior. O homem se contraiu todo, lágrimas abundantes correram por seu rosto e ele começou a soluçar:
- Bis-coito, que bis-coito?
E o evangelista repetiu a pergunta. E o homem levou outro choque, ainda maior. E soluçava mais ainda:
- Que bis-coi-to? Que bis-coi-to?
Depois que conseguiu se acalmar, contou para o evangelista que quando ele era criança sua família era muito pobre e sua mãe mantinha os biscoitos à chave, pois a provisão devia durar um mês inteiro. Mas ele sabia onde a mãe escondia a chave e a pegava escondido, comia os biscoito e tornava a colocá-la no lugar.
Um dia, desconfiada, sua mãe reuniu os filhos e “apertou-os”, tentando descobrir o que estava acontecendo. Seus irmãos juraram para ela, às lagrimas, que não tinham nada a ver com isso. E ele não só negava ter sido o autor do roubo como ainda acusava seus irmãos e os xingava de falsos e fingidos.
Anos depois, sua mãe veio a falecer e ele nunca teve coragem de confessar o seu pecado. Até aquele dia.